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Aparelhos para condicionamento de ar necessitam de muita energia, em parte pelo comando automático. Em edificações de larga escala, chegam a ser o principal demandante de energia.

Na maioria das empresas a energia é um fator de alto custo, totalizando aproximadamente 30% dos custos adicionais, podendo variar entre diferentes ramos industriais.

Um ar condicionado utiliza mais energia quando possui dificuldades para “entregar” a temperatura fria na sala, dessa forma, a utilização de novos aparelhos com um melhor isolamento térmico economiza mais energia. Então, a eficiência do aparelho, ou do sistema, é fator importante.

Para exemplo prático, um aparelho de ar condicionado de 7500 BTUs e potência média de 1000 watts ligado oito horas por dia durante uma mês consome 240 kWh, segundo dados da EDP Energia.

Procel 3E: Condicionamento de ar

As recomendações do selo para a eficiência do edifício apresentam um dinamismo para com as outras que já citamos. Primeiramente, como todo projeto de eficiência, é necessário uma análise da grandeza e necessidade do edifício baseada na disponibilidade de recursos, adaptação da tecnologia na infraestrutura (no caso de um retrofit) e o nível de eficiência que se tem que alcançar.

Uma solução interessante é a integração em modo misto, isto é, unir a ventilação natural em períodos favoráveis para isso, com o uso do ar condicionado em situações em que o primeiro não possa operar tanta eficiência, como no caso de uma grande densidade de ocupação.

E é ai que o PBE, ou o PROCEL entram em ação. Servindo de maneira seletiva e comparativo os equipamentos mais indicados para o projeto.

As vantagens

Além do dinamismo já citado acima, a interconexão entre o tripé da eficiência energética em edificações e a análise desta, é um ponto positivo para a resolução dos problemas encontrados.

No caso do condicionamento de ar, a analise da DPI (densidade de potência de iluminação) favorece não só a iluminação eficiente, como também reduz a energia utilizada pelo ar condicionado para climatizar o meio.

Outro ponto favorável é, a redução do uso do ar reduz as emissões de gases de efeito estufa, que em grande escala, auxilia nas metas nacionais de redução de emissões.

Além disso, programas de incentivo como o Finem, do BNDES, e o Programa de Eficiência Energética, da ANEEL, possuem linhas exclusivas de créditos que podem auxiliar na execução das modificações necessárias.

Dois gestores de planejamento de um órgão público são convocados para uma reunião. Eles precisam avaliar o condicionamento de ar para uma reforma do edifício onde trabalham., assista a seguir, o quarto episódio da série, a “Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – Condicionamento de Ar”:

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