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Oceanos e um (velho) problema

A carga de resíduos despejados nos oceanos, de maneira direita ou indireta (por meio de transporte natural) é incalculável, e o levantamento dos seus dados é praticamente imensurável pela vasta área que teria que se rastrear, e pelo fato de que os parâmetros analisados não são estáticos.

A geração de resíduos, sejam eles domésticos ou industriais, é elevada. E o manejo desses resíduos se apresenta ainda em passos curtos, com ressalvas a algumas regiões em que já se apresentam tecnologias avançadas no assunto.

Quando se fala em oceanos, os dados chegam a ser nulos, talvez pela falta de inciativas com enfoque nesse nicho. Talvez pela grandiosidade de projetos como este requererem, seja no ponto de vista financeiro, seja como na formação de equipe ou prazos.

O cenário não é favorável para os oceanos. Segundo estudos recentes, se mantivermos o ritmo atual, até 2050 terá mais plástico do que peixe em nossas águas. Algo precisa ser feito para reverter este cenário, certo?

Um jovem e uma ideia inovadora

Certo! E quem respondeu essa pergunta muito antes foi o jovem holandês e 21 anos, Boyan Slat. Com uma ideia em mente e um projeto de financiamento coletivo, a solução se tornou realidade, e hoje é conhecida como “The Ocean Cleanup”. oceanos limpos

O plano é construir uma barreira flutuante que aproveita as correntes marítimas para bloquear o lixo encontrado nas águas. Ela funcionaria como um funil: atrairia a sujeira para o ângulo formado por suas hastes e as encaminharia para suas plataformas de processamento. Nelas, o lixo seria filtrado, separado do plâncton e armazenado para reciclagem.

O dispositivo seria capaz de analisar a quantidade e o tamanho das partículas de plásticos presentes nas manchas de sujeira do oceano.

O projeto estima limpar em 10 anos, pelo menos, metade do oceano Pacífico (onde se concentra a maior parte dos resíduos plásticos descartados incorretamente pelo ser humano).

A iniciativa, lançada em fevereiro de 2013, já ganhou o apoio de pesquisadores e ambientalistas de todo o mundo.

Em setembro de 2014 foram arrecadados 2,2 milhões de dólares por meio de financiamento coletivo. 38 mil pessoas de 160 países diferentes colaboraram para que a ideia saísse do papel.

O dinheiro tornou possível a construção do protótipo de 2 quilômetros de barreira (cerca de 2% do necessário para limpar o Pacífico inteiro), que ficou pronto em maio de 2015 e está localizado em uma ilha japonesa chamada Tsushima.

Assista ao vídeo que resume a jornada do jovem. Isso é que é fazer a diferença no mundo, não?