Escrito em por , na categoria Ação Contra a Mudança Global do Clima.

Era 1972 quando se instituiu que, a partir dali, todo 5 de junho seria comemorado o dia mundial do meio ambiente, e de lá para cá, num panorama geral, podemos dizer que muita coisa mudou, e (muito) para melhor, mas não podemos ser tão otimistas.

Vivemos em um mundo onde países tomam iniciativas globais de sustentabilidade, que tem capacidade de coleta e tratamento de resíduos com mais de 90% de eficiência, onde a energia renovável nunca foi tão acessível e tão barata, onde modais de mobilidade urbana formam uma rede de conexões por todos os cantos, onde o saneamento básico e o tratamento de esgoto são oportunidades de reaproveitar resíduos, a gestão da água é feita com profissionalismo, onde a consciência e a educação ambiental são tratadas como disciplinas importantíssimas nas escolas e universidades. Enfim, vivemos em tempos de sistemas agroflorestais, serviços ecossistêmicos, arquitetura sustentável e muitos outras ideias e práticas que fazem o ser humano acreditar que o desenvolvimento sustentável não é uma busca, é o caminho, é o presente e o seu dia-a-dia.

No entanto, nesse mesmo mundo em que vivemos, há países onde metade da sua população permanece sem saneamento básico, a energia ainda é obtida de forma rudimentar, com alta emissão de gases poluentes, não há conexões entre as redes de transporte, priorizando veículos poluentes e individuais, a coleta seletiva, ou não existe, ou está presente em poucas regiões, e de novo, ficaria aqui listando inúmeros problemas, faltas de tecnologia, cooperação e consciência ambiental por linhas e linhas. Há um divisão, mundo paralelos…

A pergunta no início é: o que desejar nesse dia mundial do meio ambiente? Desejamos um mundo conectado e solidário. O pilar da sustentabilidade é a cooperação. Não há base para o tripé (social, econômico e ambiental) sem que haja ação conjunta. Há muito sendo feito, e é de se exaltar algumas (e muitas) iniciativas, e há muito que se julgar se realmente é viável continuar da forma como está. Precisamos de visão a longo prazo, gestão de riscos, de impactos, e pensamento circular. Nós desejamos sustentabilidade, e ficamos felizes de poder participar dessa revolução. Que continuemos assim.

Por Lucas de Assis. Consulte nossos serviços. Para parcerias e meios de implementação, entre contato conosco.